A desigualdade do imposto de renda no Brasil

O imposto de renda no Brasil levanta a questão sobre a deseiguialdade de renda. A questão não é apenas importante para aumentar as receitas do governo. Segundo a Oxfam, o sistema brasileiro é injusto para os pobres e extremamente fácil para os ricos. Cálculos feitos pelo portal de notícias G1 mostram que os 1,62 Por cento mais ricos são concedidos quase a metade de todas as isenções de imposto de renda. Dos 844 mil milhões de reais em isenções em 2017, quase metade do total, 390,5 mil milhões de BRL, foram para aqueles com renda mensal acima de R$ 52.800.

Segundo especialistas, deveria haver mais escalões para tributar rendimentos mais elevados. O sistema atual cria distorções porque, em proporção, os brasileiros mais pobres pagam mais impostos do que os cidadãos mais ricos. Os impostos sobre o consumo têm o mesmo impacto em todos, pelo que esta forma de tributação é mais pesada para aqueles com rendimentos mais baixos. Além disso, uma parte significativa da renda dos brasileiros ricos provém de lucros, que não são tributados.

Um cálculo simples mostra a discrepância. Alguém com uma renda mensal entre 6,161 BRL e 8,800 BRL paga a mesma taxa que alguém que faz 281.000 BRL por mês: 5,85 por cento.

Tanto o Sr. Bolsonaro quanto o Sr. Haddad querem reformar o sistema de imposto de renda porque acreditam que as mudanças podem gerar mais receita. "Os populistas sempre acreditam que é possível ao estado Fazer mais, gastar mais – e, simultaneamente, ter desenvolvimento econômico no setor privado, que há uma correlação entre a despesa pública e o crescimento econômico", afirma. Mas de acordo com os dados, o Sr. Caldeira acredita que isso não é verdade.

No final, embora o Brasil não esteja entre os países onde os cidadãos pagam a maior quantidade de imposto de renda, há alguma verdade na idéia de que os brasileiros pagam demais. "O Estado brasileiro", diz Caldeira, " é ineficiente como intermediário entre a produção econômica e a distribuição da riqueza.”